quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

ANDROPAUSA: "A MENOPAUSA NO HOMEM"

Ainda há bem pouco tempo, se pensava que após certa idade, era normal e fisiológico o homem tornar-se mais triste, apático, apresentando em simultâneo perda do apetite sexual, isto é, características atribuídas ao envelhecimento. Ao contrário do que ocorre na menopausa feminina, com uma diversidade de sintomas, desde afrontamentos, irritabilidade, depressão, etc., os sintomas físicos da andropausa no homem são mais subtis, não sendo observados e identificados, com facilidade.

É um tema científico ainda de estudo recente, não havendo portanto um consenso unânime no mundo científico da medicina.

“A andropausa corresponde a um período da vida do homem em que alguns apresentam sintomas decorrentes da diminuição dos níveis de testoterona (hormona masculina).

Tal diminuição é fisiológica, isto é, normal ocorrendo em aproximadamente a 1% ao ano, após os 40 anos.

Depois dos 50 anos, 40 % dos homens apresentam sintomas sugestivos de queda dos níveis de hormonas. Não existe, no entanto, um critério uniforme na medicina sobre como e se é necessário tratar, uma vez que os efeitos colaterais dos medicamentos hormonais masculinos são bastantes”.


Reconhecendo o problema

Embora já tenham sido confundidos com situações de depressão, os sintomas mais comuns são: desinteresse sexual, problemas de erecção, falta de concentração e de memória, queda de pelos púbicos, insónia, perda de peso e por vezes consequentemente o próprio quadro depressivo. Em casos extremos, a baixa da produção de testosterona pode provocar osteoporose.

“Se um homem apresentar tais queixas que aparecem em geral de forma lenta e progressiva, deve procurar o médico que então fará o doseamento hormonal para saber como estão os níveis de testosterona” no sangue.


Quando tratar

O tratamento é recomendável apenas quando a quebra hormonal for acentuada. “Tal reposição deve ser feita, porém, sob rigoroso acompanhamento médico com uma criteriosa avaliação geral do paciente.

Porque assim como as hormonas femininas, a testosterona sintética (que é produzida em laboratório) apresenta também consideráveis efeitos colaterais. O principal problema reside no aumento de risco do homem vir a apresentar tumor d próstata. “Esse tipo de tumor necessita de hormonas masculinas para se desenvolver”. Se o homem tiver um cancro oculto ou uma predisposição, então o aporte hormonal esterno poderá acelerar o seu desenvolvimento. Nesses casos, a terapêutica hormonal substitutiva estará totalmente contra-indicada.

Outro efeito colateral importante são as alteração do funcionamento do fígado provocadas pela testosterona, quando administrada por via oral. “Existe aumento da predisposição de desenvolver doenças cardiovasculares e até o próprio aumento de volume da próstata, que causa ou intensifica problemas urinários como a dificuldade para urinar”.

A qualquer sintoma, o médico deve ser sempre procurado. “Embora a andropausa atinja com maior intensidade os fumantes, os alcoólicos e todos que apresentem doenças crónicas, como diabetes, doenças coronárias, hipertensão arterial e obesidade, apenas o profissional médico sabe indicar a melhor forma de tratamento e sua necessidade”. “A principal contra-indicação é tomar hormonas por autoria própria, sem acompanhamento médico”.

1 comentário:

Rosny Aryon Conrad disse...
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